Crítica sem Spoilers | The Witcher – 2ª Temporada na Netflix

Após 2 anos de espera, finalmente foi lançada a segunda temporada da série The Witcher na Netflix. E nós do Otageek, claro, não deixamos de acompanhar para dar nosso parecer. Confira!

Pôster da segunda temporada de The Witcher da Netflix

Com o revés da pandemia, a série teve várias turbulências nas gravações, mas isso aparentemente não ofuscou em nada o brilho da segunda temporada. Vamos, item a item, lhes mostrar porque ela foi ainda melhor que a primeira. Mas isso sem deixar de pontuar os erros.

Ciri

A personagem Cirilla é muito importante para a história do game mais famoso da franquia, The Witcher III, e também para os livros. Todavia, ela havia aparecido pouco na primeira temporada, que teve seu foco no desenvolvimento de Geralt e Yennefer. Mas agora o foco está todo nela e seu personagem é desenvolvido de forma mais profunda, apesar de se manterem alguns mistérios.

Ciri em The Witcher da Netflix

A jovem atriz Freya Allan está muito bem no papel, apesar de deixar a desejar em algumas cenas que dão close em seu rosto e expressões. Destaca-se sua ótima caracterização, seja em traços físicos ou em vestimentas, fazendo-a lembrar muito a Ciri dos jogos.

Cenários

Os cenários não estão nada menos que magníficos. Tudo foi detalhadamente pensado para ser o mais fiel possível. Podemos nos ver no começo de The Witcher III treinando em Kaer Morhen, ou até mesmo no começo de The Witcher I, durante o ataque à fortaleza dos bruxos.

Kaer Morhen da série: fortaleza coberta por neve

E os outros cenários não ficaram para trás. Temos paisagens esplêndidas durante toda a série e uma ambientação de cair o queixo.

Efeitos Especiais

Os efeitos especiais estão muito mais realistas que os da primeira temporada. Aparentemente, as críticas surtiram efeito e o orçamento foi incrementado.

Leshy (árvore monstro) em The Witcher da Netflix
Árvore revoltada com o desmatamento da Amazônia.

Sempre haverá aqueles que irão criticar. Mas veja com seus próprios olhos e tire suas conclusões.

Coreografias das Lutas

As coreografias permanecem muito bem feitas, mantendo o nível da primeira temporada. E o que não falta nessa temporada são batalhas interessantes.

Geralt preparando-se para lutar
The winter is coming!

Novos personagens, monstros e habilidades

Dessa vez, os bruxos usam outros sinais além do aard, algo que veio a pedido do próprio Henry Cavill. Temos também a introdução de novos monstros, como o chernobog, a bruxa e alguns que nem mesmo o Geraldo conhecia.

Mas o que se destaca mesmo é a introdução de personagens importantes, como Vesemir, Dijkstra, Francesca, Filavandrel, Vizimir, Emhyr e a própria Wild Hunt (caçada selvagem em tradução literal).

Dijkstra em The Witcher da Netflix
Dijkstra

Alguns personagens já conhecidos também ganharam uma repaginada. Sim… a Triss finalmente ficou ruiva. Já o Jaskier ficou muito mais estiloso. Mas você terá que ver a série para conferir, porque não quero dar esses spoilers aqui.

Relacionamentos

Os relacionamentos desenvolvidos entre os personagens foram outro ponto forte dessa temporada. Temos um aprofundamento da relação entre Yennefer e Tissaia, uma demonstração da proximidade entre Vesemir e Geralt, e o aflorar da relação de pai e filha entre Geralt e Ciri.

Vesemir e Geralt na série
Pai é quem cria.

O afeto mãe-filha entre Yennefer e Ciri, todavia, apenas esboçou uma pequena fagulha, já que Yennefer passou a maior parte desse capítulo tendo que lidar com as consequências da batalha em Sodden. Espera-se que a composição familiar desse trio seja mais explorada na terceira temporada.

Pontos Negativos

Apesar do saldo ser positivo, nem tudo são flores. Então vamos citar alguns pontos negativos dessa temporada de The Witcher. Como já foi citado, a relação entre Yennefer e Ciri foi uma decepção: esperávamos que Yennefer fosse uma mãe, mas ela foi um cavalo de Troia pela maior parte do tempo. E a própria trajetória de Yennefer foi decepcionante para muitos: o motivo que a levou a todas as ações nesses 8 episódios não foi bem esclarecido e tudo ficou confuso quando ela ajudou Ciri no último episódio.

Tissaia abraçando Yennefer, que está com semblante triste

Outro sentimento que fica é o de que a introdução de Eskel tenha sido desagradável e nos fez odiar o personagem, algo que poderia ter sido pelo menos suavizado, dada a simpatia que o mesmo esbanja no jogo. Não foi muito diferente com Lambert.

Eskel intimidando Ciri em The Witcher da Netflix

A personagem da Triss também foi pouco aproveitada e mantém-se sem uma fração de carisma da Triss dos jogos. Ela continua não criando conexão alguma com Ciri, Geralt ou o espectador. E a tentativa de aproximação com Geralt ainda pareceu forçada, sem nada que a justificasse. O roteiro não tem sido muito generoso com essa personagem tão importante da franquia.

Triss com olhar vago e triste em The Witcher da Netflix
Triss vai precisar de mais do que um cabelo ruivo para conquistar os fãs na próxima temporada.

Por fim, 8 episódios de menos de 1 hora após 2 anos de espera fazem a temporada passar como um piscar de olhos e nos deixam com um gostinho de quero mais.

The Witcher está disponível na Netflix e conta atualmente com 2 temporadas.

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Ana Laura Teodoro
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