Confira os Lançamentos da Intrínseca no Mês de Agosto

Confira os nove lançamentos que a editora Intrínseca preparou para o mês de agosto!

Está sem saber o que ler agora nesse mês de agosto? Confira os lançamentos e novidades que a editora Intrínseca preparou para vocês leitores!

1 – O que é a vida? – Paul Nurse

Em O que é a vida?, o renomado geneticista e biólogo Paul Nurse aceita o desafio de descrever o que significa estar vivo de um jeito descomplicado e elegante. Para explicar o que é a vida, Nurse aborda cinco grandes ideias que são a base da biologia: a célula, o gene, a evolução por seleção natural, a vida enquanto química e a vida enquanto informação.

Além de tratar de questões fundamentais e contar sobre suas importantes descobertas, ele apresenta outros cientistas que contribuíram para os avanços mais notáveis. E, ao falar de suas experiências dentro e fora do laboratório, compartilha conosco os desafios, os golpes de sorte e os momentos emocionantes de revelações.

Com uma linguagem direta e clara, o autor escreve sobre a riqueza da vida, conferindo à biologia o devido reconhecimento em nosso tempo. Afinal, para sobreviver aos desafios como doenças, mudanças climáticas, pandemias, perda da biodiversidade e segurança alimentar, é vital que todos nós entendamos o que é a vida em seu estado mais elementar.

2 – O homem mais feliz do mundoEddie Jaku

Neste livro inspirador, um sobrevivente do Holocausto destaca o poder do amor, da gratidão e da solidariedade. Mais do que judeu, Eddie Jaku sempre se considerou alemão. Ele sentia orgulho do seu país natal. Mas, em novembro de 1938, tudo mudou: dez nazistas invadiram sua casa e o espancaram quase até a morte.

Naquela que ficou conhecida como a Noite dos Cristais, Eddie foi levado para um campo de concentração. Por sete anos, enfrentou os horrores do Holocausto, nos campos de Buchenwald e Auschwitz e, por fim, na Marcha da Morte nazista.

Perdeu familiares, amigos e, sobretudo, o amor que tinha por seu país. Mas Eddie sobreviveu. E depois das provações que sofreu, jurou sorrir todos os dias que ainda restavam da sua vida. Em uma linda homenagem àqueles que não resistiram, Eddie Jaku conta sua história, compartilha sua sabedoria e leva hoje a melhor vida possível, pois acredita ser “o homem mais feliz do mundo”.

Publicada pouco depois do centenário do autor, esta obra poderosa e emocionante é uma lição de esperança que nos mostra que, mesmo após situações tenebrosas, ainda é possível ser feliz.

3 – Destrua este livro ilustradoKeri Smith

Depois de estimular mais de um milhão de brasileiros a destruírem seus diários, Keri Smith está de volta para convidar os pequenos a mergulharem na arte da destruição. Destrua este livro ilustrado encoraja as crianças a se aproximarem dos livros sem regras assustadoras, como “Leia em silêncio!” ou “Tome cuidado!”

Que tal dobrar as páginas em formatos interessantes? Ou dar um novo cheiro a elas? E ler o livro de cabeça para baixo? Será que ele consegue rolar? Bem, por que não? O que algumas pessoas chamam de destruir, outras chamam de viver.

E, no fundo, todo livro tem o desejo secreto de ser lido e amado, abraçado e arremessado, de ganhar vida ao participar de grandes aventuras. Por isso, Keri Smith guia o pequeno leitor em uma jornada pelos cinco sentidos e pela imaginação, mostrando que os livros são mais do que objetos. Com a nossa ajuda, eles se tornam universos.

4 – Susan não quer saber do amorSarah Haywood

Susan passou boa parte da vida tentando se afastar das confusões que os sentimentos podem causar. Advogada por formação, optou por não lidar com os problemas dos outros e trabalha como analista de dados em Londres. Seu pequeno apartamento lhe parece ideal.

E até mesmo sua vida amorosa, se é que se pode chamar assim, é cuidadosamente coreografada: ela mantém há anos um relacionamento sem qualquer envolvimento emocional. Quando a mãe de Susan morre e ela descobre que está grávida, tudo começa a sair do controle.

Para desequilibrar de vez a equação, o testamento diz que a casa da família deve ficar com seu irmão irresponsável, e, certa de que a mãe foi manipulada, ela decide levar o caso à justiça. No entanto, conforme o mundo de Susan vai se desfazendo, um aliado improvável lhe mostra que talvez seja preciso relaxar um pouco.

A obra de estreia de Sarah Haywood — que vai virar série da Netflix, com Reese Witherspoon no papel principal — presenteia o leitor com uma personagem inesquecível, tão irritante quanto carismática. Com graça e leveza, Susan não quer saber do amor explora a eterna questão: vale tentar controlar tudo mesmo sabendo que vai falhar?

5 – O coronel que raptava infânciasMatheus de Moura

Dez de setembro de 2016. A atendente do drive-thru de uma lanchonete no subúrbio do Rio de Janeiro sai da cabine para entregar o lanche ao cliente de um Jetta branco. Quando o vidro escuro é baixado, a jovem vê um homem de cabelo branco e uma menina que aparenta não ter mais que dois anos.

Uma cena que seria corriqueira se não fosse insólita: o motorista é Pedro Chavarry Duarte, coronel reformado da Polícia Militar do Rio de Janeiro, que no dia seguinte estaria em todos os jornais, acusado de estupro de vulnerável. Mas o caso que chocou o país é, na verdade, apenas o começo do declínio da carreira de Chavarry.

Munido de credenciais que tornavam sua reputação inquestionável, o coronel encontrava suas vítimas em comunidades carentes: mulheres com filhos muito pequenos. O policial se aproximava oferecendo ajuda: emprego, assistência financeira e, acima de tudo, cuidava das crianças em uma suposta creche. Jamais se descobriu, no entanto, o endereço dessa instituição.

Quando Chavarry colocava as crianças em seus carros de luxo alugados, as mães não sabiam o que acontecia. Até a fatídica noite no estacionamento da lanchonete. Para entender a complexidade das circunstâncias e consequências dos crimes, o jornalista Matheus de Moura — colaborador de veículos como The Intercept Brasil e UOL — mergulha na geografia física e psicossocial do Rio de Janeiro e faz um raio-X do caso que alarmou o país.

6 – Como chegar láStephen Schwarzman

Quando o jovem Stephen Schwarzman sugeriu ao pai que abrisse filiais da loja da família, sua ideia foi recebida com certa descrença. Por que fazer isso se já tinham uma casa, dois carros e uma vida feliz? Ao contrário de seu pai, Stephen sonhava ser um empreendedor. Em 1985, com 400 mil dólares, abriu a Blackstone, uma empresa de investimentos, que, em 2019, alcançou a marca de 500 bilhões de dólares em ativos sob gestão. 

Quais os caminhos para tanto sucesso? Stephen Schwarzman revela em Como chegar lá. Ao longo do livro, ele nos oferece várias lições: Relacionar-se é fundamental. Fale com pessoas que você admira e peça conselhos. Quando encontrar alguém, fale dos problemas da pessoa, não dos seus: a melhor maneira de criar conexões é tentar ajudar os outros.

Vender consiste em resolver os problemas alheios. Mais do que ganhar dinheiro, evite a todo custo perdê-lo. Gerenciamento de risco é o que vai mantê-lo no jogo a longo prazo. Quando estiver procurando os primeiros empregos, preocupe-se apenas com a curva de aprendizado, não com prestígio.

Na outra ponta, jamais contrate alguém apenas suficientemente bom: um profissional nota 10 é muito diferente de um nota 9. No fim, nos negócios ou na filantropia, a pergunta é sempre a mesma: como causar o máximo impacto e transformar a vida da maior quantidade de pessoas? A resposta está nas páginas de Como chegar lá.

7 – Bahia de todos os negrosFernando Granato | Selo História Real

A Bahia abrigou uma das maiores confluências de negros escravizados do Brasil colonial, junto com Rio de Janeiro e Pernambuco. Nenhum outro, porém, tem a herança africana tão flagrante em sua cultura e população.

O que teria acontecido de diferente? Em Bahia de todos os negros, Fernando Granato correlaciona a preservação da ancestralidade africana na Bahia à altivez conquistada à força pelo povo negro. Salta aos olhos a grande quantidade de revoltas e rebeliões da população escravizada e da plebe livre que marcou a história do estado.

Tomando como fio condutor dois personagens cuja história pessoal se entrelaça à dos levantes — o notório abolicionista Luiz Gama e sua mãe, Luíza Mahin, pouquíssimo estudada devido à falta de documentos que atestem sua trajetória —, o autor monta uma narrativa cronológica que analisa fatos, contextos, cenários e personagens, a fim de aproximar ao máximo o dado histórico da vivência real.

Fiel à historiografia oficial, acrescido de elementos de reportagem e calcado em atores cruciais para a construção social do país, o livro joga luz sobre histórias reais que ajudam a pensar os dilemas de um Brasil que ainda carece de se conhecer.

8 – A vida dos estoicosRyan Holiday e Stephen Hanselman

Mais de vinte e três séculos atrás, um comerciante falido chamado Zenão fundou uma escola na Ágora ateniense. Desde então, o estoicismo tem sido um guia para os que buscam grandeza e encontram nos exemplos dos filósofos o bom senso necessário para alcançar seus objetivos.

A vida dos estoicos apresenta as histórias fascinantes de pessoas que se esforçaram para seguir as virtudes estoicas. Organizado em breves biografias que abordam desde os estoicos mais estudados aos menos conhecidos, o livro lança luz sobre os hábitos de quem viveu essa filosofia.

Epicteto ou Marco Aurélio, escravizados ou imperadores, cada exemplo vai ajudar quem quer aplicar a filosofia em sua própria vida. Ryan Holiday e Stephen Hanselman revelam os principais valores e ideais que uniram personalidades como Sêneca, Catão e Cícero ao longo dos séculos: o autogoverno é o maior império; caráter é destino; é benéfico se preparar para o sucesso, mas também para o fracasso; e aprender a amar — e não apenas aceitar — o que o destino nos traz é a chave que nos possibilita viver bem.

A filosofia estoica é tão urgente hoje quanto no período mais caótico do Império Romano. E esta é uma obra que pode — e deve — ser consultada sempre.

9 – Antropoceno: notas sobre a vida na TerraJohn Green

Um dos autores contemporâneos mais importantes dos últimos anos, John Green ficou conhecido por sua sensibilidade e seu talento para traçar histórias inesquecíveis. Agora ele oferece aos leitores uma necessária dose de esperança em sua estreia na não ficção.

Refletindo sobre temas que vão de Super Mario Kart a pinturas rupestres, os ensaios perspicazes e bem-humorados da coletânea celebram a capacidade humana de se apaixonar pelo mundo.

O termo “Antropoceno” foi proposto para designar a era geológica atual, em que os seres humanos remodelaram o planeta de maneira profunda, para o bem e para o mal. A humanidade é cheia de facetas contraditórias e invenções intrigantes, e John Green se propõe a avaliá-las de forma nada imparcial. Afinal, no Antropoceno, não há observadores desinteressados, apenas participantes.

Como o próprio autor reconhece, o livro também é, de certa forma, uma autobiografia. Escrito em parte durante o turbulento período de pandemia global e baseado em seu podcast de sucesso, Antropoceno: notas sobre a vida na Terra guia o leitor pelas sutilezas dessa nova realidade, dando a segurança de que o caminho que estamos seguindo pode até ser desconhecido, mas com certeza será feito em boa companhia.

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Beatriz Cintra
Beatriz Cintra

Olá galera! Meu nome é Beatriz, sou estudante de jornalismo e completamente apaixonada por livros. Uma twitteira assídua que chora por Harry Potter até hoje.

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