Crítica | “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania” é uma viagem segura a fórmula Marvel

Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania abre a fase 5 da Marvel nos cinemas com a responsabilidade de inserir o novo grande vilão, anteriormente apresentado em Loki para o público, ao mesmo tempo em que deve levar a narrativa central do MCU adiante, mas não muito, afinal estamos apenas preparando terreno o que esta por vir em Vingadores: Dinastia Kang.

Scott Lang, Cassie Lang e Hope no centro da imagem de homem-formiga e a vespa: Quantumania - OtaGeek
ATENÇÃO: Crítica sem Spoilers

Em Quantumania, Peyton Reed retorna a direção ao lado do elenco já conhecido, composto por Paul Rudd como Scott Lang/Homem-Formiga, Evangeline Lilly como Hope van Dyne/Vespa, Michelle Pfeiffer como Janet van Dyne, Michael Douglas como Hank Pym, Kathryn Newton agora como Cassie Lang/Stature. Já entre os novatos temos Jonathan Majors como Nathaniel Richards/Kang, o Conquistador, David Dastmalchian como Veb, William Jackson Harper como Quaz, Katy M. O’Brian como Jentorra, Corey Stoll retorna como um novo personagem e Bill Murray como Lord Krylar.

Vilão Kang ao centro da imagem - OtaGeek

Em relação a trama, como já apresentado nos trailers, ela gira em torno da família de Scott Lang e Hope, que retornam contra sua vontade para o misterioso Reino Quântico. Lá eles embarcam em uma aventura cheia de ação, criaturas estranhas e dois novos vilões. Falando deles, Kang, que é a ameaça principal, consegue cumprir seu papel dentro da trama de forma convincente – não pelo roteiro, mas pelo desempenho e cuidado de Majors com o personagem. Não vou falar muito sobre o segundo vilão de apoio para não dar spoilers, mas aviso desde já que ele cumpre o papel de alivio cômico, não indo muito além disso.

Já vimos isso em outro lugar?

Depois de ousar um pouco com outras produções para o streaming e se distanciar da famosa “fórmula Marvel”, pelo que foi apresentado nos trailers, Quantumania prometia ser uma aventura diferente de tudo que já havíamos visto. Mas quando assistimos ao filme, notamos traços de aventuras familiares clássicas típicas dos anos 80 e até de Star Wars, não somente na estética, mas também nos personagens. Isso é ruim? Não, mas reduz um pouco do que o filme poderia ser, considerando-se o que apresentaram e prometeram.

Scott e Cassie ao centro com o povo do reino quantico ao fundo - OtaGeek

Toda aquela expectativa de possibilidades se esvai em meio a um roteiro que opta por seguir aquilo que ditam ser o seguro mas que, no fim das contas, não nos permite abraçar e se preocupar com os perigos que cercam os personagens. Kang é um conquistador imponente, mas que não apresenta risco. Vemos suas conquistas no reino quântico, mas terminamos o filme sentindo que o vilão foi limitado. É claro que o ápice de sua vilania será mostrada no próximo filme, mas isso não é desculpa para que não tenhamos uma boa versão do vilão aqui.

Olha lá, o marvete vai “hablar”

O filme tem recebido críticas mistas e muito material é publicado na internet para gerar engajamento de indignação, seja ele positivo ou negativo. Vemos vídeos tendenciosos no Youtube, o que cria um senso de falsa opinião coletiva, onde muitas vezes o público deixa de curtir a experiência de um filme para seguir a onda. Então, digo que o filme é um bom filme, mas não vai além do que nunca tenhamos vistos dentro da própria Marvel.

O reino quântico é lindo visualmente, e os três atos são bem divididos, mesmo que não dê para aprofundar todos os pontos que o próprio filme apresenta. A sensação que fica é a de que estamos acompanhando uma aventura segura. O drama central do filme gira em torno da relação de Scott com Cassie, que foi obrigada a viver longe do pai durante o blip de 5 anos. Janet, que é nossa anfitriã no reino quântico, tem mais tempo de tela, e Hope passa a ocupar uma posição de coadjuvante novamente. Hank Pym aproveita bem o espaço que recebe e mostra que ainda pode ser um herói.

Poster oficial de Homem-Formiga e Vespa: Quantumania com todo elenco ao centro - OtaGeek

Parece que, ao menos no que diz respeito ao CGI, a Marvel ouviu os fãs e conseguiu convencer visualmente com seu reino quântico. Mas, assim como em Avatar: O Caminho da Água, cenas bonitas de cenários e embates são apenas isso… bonitas, quando não ancoradas por um bom roteiro.

O filme pincela comentários sutis acerca de temas sociais; e assim como temos o vibranium em Wakanda, as partículas Pym agora ocupam uma posição de grande importância para o mundo, mas este não é o foco aqui. De todos os filmes com tom mais cômico no MCU, Homem-Formiga sempre foi o que mais acertou nos momentos certos das piadas – seja pelo carisma de Scott Lang, ou pelo timing do humor. Em Quantumania, o humor se encaixa bem na trama, mas o timing às vezes desvia o foco dos riscos que os personagens estão correndo. Isso prejudica muito o filme? Não, mas atrapalha um pouco.

Podemos afirmar então que Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania é um filme divertido, que ocupa bem suas duas horas de duração, e prepara o terreno para o futuro do MCU. Aqueles fãs mais calorosos da Marvel provavelmente ficaram satisfeitos; já aqueles cansados da “fórmula Marvel” poderão se decepcionar um pouco. De qualquer forma, vocês poderão embarcar nessa aventura quântica nos cinemas de todo o Brasil a partir de 16 de fevereiro.

Confira o trailer de Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania:

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Riuler Luciano
Riuler Luciano

Jornalista Cultural e Marketeiro, cresceu lendo quadrinhos dos X-MEN é amante de Cultura Pop e Pequi!

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