Resenha | ‘Árvore dos desejos’, de Katherine Applegate

Para mim, "Árvore dos desejos" foi um sopro de ar fresco em um dia muito quente e abafado

Árvore dos desejos é uma fábula encantadora da aclamada escritora Katherine Applegate que nos mostra a importância do respeito às diferenças e o poder da amizade, da empatia e do afeto.

Capa de "Árvore dos desejos", um livro de Katherine Applegate.
Capa de “Árvore dos desejos”, um livro de Katherine Applegate.

Sinopse

Árvores não sabem contar piadas, mas contam ótimas histórias. E Red é um carvalho centenário que já viu de tudo em seus muitos anos de vida. Também é a árvore dos desejos do bairro. Todo ano, no dia 1º de maio, as pessoas amarram em seus galhos fitas ou tiras de tecido com os mais diversos pedidos, sonhos e anseios.

Mesmo gostando de uma boa fofoca, não é da natureza das árvores se intrometer na vida dos humanos. Então, Red apenas ouve tudo com muita atenção, sempre em silêncio.

No entanto, quando a família da solitária Samar se muda para o bairro e é recebida com desconfiança e ameaças, Red percebe que há algo estranho acontecendo. Aquela vizinhança já tinha acolhido inúmeras famílias. Qual a diferença dessa vez? O lenço que a mãe de Samar usa na cabeça? Ou alguma outra coisa?

Numa noite fria, após ouvir o inesperado e comovente pedido sussurrado pela menina, Red convoca a melhor amiga, o corvo Bongô. Ela decide que chegou a hora de sua voz ser finalmente ouvida, pois muitas vezes temos que desafiar a tradição e nossos próprios medos para defender quem mais precisa.

Árvores realmente contam ótimas histórias…

É extremamente adorável a autora ter escrito um livro em que a árvore é quem narra a história. Red é como ela mesma se auto denomina, uma “árvore velha e sábia”, além de ser uma péssima piadista. Caso Red algum dia nascesse em forma humana seria a tia (ou até mesmo o tio) do pavê sem sombra de dúvidas.

Red é o lar de diversos animais do bairro onde está plantada, como corujinhas, gambazinhos e filhotes de guaxinim. Porém, sua melhor amiga é um corvo chamada Bongô. Ler as interações da Bongô com a Red é uma das melhores partes do livro.

Nessa obra as árvores falam, assim como os animais, porém não se comunicam com os humanos por acharem perigoso demais ( e eu não posso deixar de concordar).

A crítica social que mora na árvore dos desejos

Não são apenas os animais que Red abriga dentro de si, mas também uma crítica social forte e sensível. O livro aborda a xenofobia de forma delicada ao retratar Samar e sua família sofrendo ataques por parte da comunidade onde vivem. É de partir o coração ler sobre como uma criança tem que lidar com a solidão e a falta de amigos apenas por ser diferente dos outros.

Além da xenofobia, a história também traz uma forte reflexão sobre a natureza e o nosso dever de respeita-la. É impossível não se apaixonar por Red e cada um dos animais com quem a árvore se relaciona. Quantas árvores parecidas com Red já não foram cortadas? Quantos animais parecidos com os que Red abriga já não tiveram que partir em busca de um novo lar?

A árvore dos desejos

Eu criei um imenso carinho por esse livro, pois se trata de uma leitura leve e encantadora. Os capítulos são curtinhos e o tempo passou tão rápido quanto num piscar de olhos enquanto lia. Quando a vida se torna uma bagunça e o mundo carrega coisas demais para serem absorvidas, esse é o livro certo para pegar e sorrir enquanto se lê.

Para mim, Árvore dos desejos foi um sopro de ar fresco em um dia muito quente e abafado. A diagramação é belíssima e as ilustrações encontradas em cada virar de página deixou tudo ainda mais incrível. Enfim, o conjunto da obra, desde a capa até a história fez toda essa experiência valer a pena.

O meu desejo é que você goste de Árvore dos desejos tanto quanto eu.

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Beatriz Cintra
Beatriz Cintra

Olá galera! Meu nome é Beatriz, sou estudante de jornalismo e completamente apaixonada por livros. Uma twitteira assídua que chora por Harry Potter até hoje.

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