Crítica | Daisy Jones & The Six cumpriu a tarefa de uma boa adaptação

Tendo seu início no dia 03 de Março e com seu fim na última sexta do mês, os 10 episódios da série foram mais que suficientes para criar, mostrar o alcance do sucesso e o rápido declínio da icônica banda Daisy Jones & The Six.

Membros da banda Daisy Jones & The Six.
Membros da banda Daisy Jones & The Six.

Aprendi que, sempre que uma adaptação é anunciada, não devo esperar uma cópia e também separo o produto original do adaptado, assim nem eu crio muita expectativa para no final acabar me arrependendo amargamente. E penso que é por isso que ao fim da minissérie “Daisy Jones & The Six”, diferente de muitos fãs, acabei satisfeito com o todo apresentado.

AVISO DE SPOILER DO LIVRO E DA SÉRIE

Já começo dizendo que apenas esses episódios foram mais que suficientes pra tudo, não tem necessidade alguma de fazer uma segunda temporada. O livro começa e termina assim e não se tem uma continuação, para que estragar uma coisa que já não ficou a exata coisa, mas que, no fim, cumpriu o que prometeu?

Gostei de como a grande maioria das coisas foi feita, mas algumas mudanças foram terríveis. Como a troca de personalidade da Karen Sirko, ela nunca assumiria Graham daquele jeito, ou como Billy Dunne aqui é BEM MAIS babaca e menos agradecido por Camila ainda acreditar nele, ou mesmo no início o noivo de Daisy, Nicky, parecer realmente gostar dela e “do nada” mudar, sem mais nem menos, não favoreceram os personagens ou as partes deles na história, pelo contrário, apenas deram a sensação de estranheza. Mas quando se põe na balança esses pontos negativos, eles até que têm seu destaque, o ponto do problema é entendido, mas o resto é tão mais positivo e as mudanças foram bem feitas nesse outro lado, que acabo por favorecer isso.

Passei a amar a Camila Dunne, grande parte disso por causa da ótima atuação da Camila Morrone, outra parte por causa que fizeram uma mudança essencial aqui: Deixaram ela agir mais, não mostraram tanto aquele papo de confiar nas pessoas e ter fé, ela deixou de ser aquela passiva calma e quieta, e agiu. Vai mesmo ter esse rolo complicado com sua colega de banda? Ótimo! Irei ficar com o seu colega de banda que te odeia.

Falando em ódio, adorei que deram essa paixonite do Eddie pela Camila. No livro, ele só reclama do Billy estar agindo como ele tem que agir: O líder da banda. Aqui na série, ao ver como Camila está sendo tratada e não gostar, dá um gás, um motivo pro ódio dele fazer sentido. E vamos combinar, Eddie não tem o “star quality” necessário para ser o vocalista de uma banda, nunca gostei do personagem e achei seu fim, como um músico sem sucesso, bem feito.

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Outra coisa que achei bem feito aqui: Como mostraram que o resto da banda não gostava de como todos tratavam eles apenas como a banda de apoio de Billy e Daisy. Algumas pessoas reclamaram disso, mas é igualmente assim no livro. O fogo, a faísca da coisa NA EPÓCA, era a relação de Billy e Daisy. A entrevista anos depois, vem pra mostrar que se você queria confusão, ali tinha de sobra.

Muita gente também reclamou da parte técnica da série, de maquiagem e figurino, principalmente. E bem vamos lá, aqui entro com duas coisas que contribuíram para que eu não me incomodasse. 1. Eu sou agradada facilmente, só de ter aquilo ali pra mim já tá bom (mas isso não quer dizer também que amo tudo, quando detesto algo, realmente detesto!). 2. Eu fui assistir uma produção Prime Video esperando uma produção Prime Video, queriam mais sujeira, mais bagunça, mais coisas fortes, basicamente uma produção HBO Max. Só que é isso, não teve nada assim porque não foi a HBO Max que fez.

Até chegar no episódio 8, queriam porque queriam a Daisy sem filtro e drogada, já eu, esperei, porque sabia que aquilo viria logo. Riley Keogh, atriz que interpreta Jones, disse que não queria que os problemas com droga e bebida fossem jogados de qualquer forma, e adorei esse ponto! Daisy usa uma vez ou outra algo, e com o tempo que o sucesso e problema vão progredindo, ela vai se enrolando mais e tendo mais problema com seus vícios, até chegar o fatídico show no Chicago Stadium e ela ter a conclusão de que não era aquilo que queria para si ao ver Billy dizendo que eles deveriam ser dois perdidos juntos. Outro ponto ótimo, não fizeram ela ou Dunne perceberem que precisavam mudar, usando a morte do Teddy Price. Usaram eles mesmo para notarem isso.

Por fim, o principal ponto positivo, que é algo único e perfeito:

Daisy Jones & The Six existe!

Os membros da banda Daisy Jones & The Six.
Ensaio de fotos para o álbum Aurora.

Se você buscar agora no seu aplicativo de música, vai ter o perfil da banda, o Aurora vai estar lá! As músicas tanto da banda The Six, só da Daisy e até da Simone Jackson, existem. Não é mais apenas uma banda ficcional. E pra mim isso já significa muito. Principalmente pra quem leu o livro antes mesmo da série começar a ser filmada, não se tinha nem foto dos atores todos juntos. Então sim, foi um grande presente e uma felicidade imensa receber isso.

Mesmo com seus pontos negativos, honestamente pra mim, vendo seus acertos, compensa. Daisy Jones & The Six, tanto o livro, quanto a banda e a série, pelas lágrimas, os sorrisos e arrepios, tem uma imensa parte do meu amor e da minha gratidão de fã.

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Vicky Lima
Vicky Lima
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