5 motivos para assistir A Órfã 2: A Origem

A Órfã 2: A Origem parece não entregar o que promete em seu subtítulo. Mesmo assim, veja 5 motivos para assistir o filme.

A Órfã 2 estreou nos cinemas no Brasil dia 15 de setembro com o infame subtítulo A Origem (First Kill, no original) e não parece entregar o que promete – e nem precisa! Esqueça o subtítulo e veja 5 motivos para assistir o filme. 

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1) Não há heróis

Sim, não há personagens em quem se espelhar, para quem torcer ou que salvem as vítimas. E, quando o fazem, acabam piorando as coisas. Não é que não haja pessoas boas, mas estas, invariavelmente, se tornam vítimas. De Esther? Hmm… nem sempre. – “Oi?! ” – Isso mesmo! Se temos alguém por quem torcer, é a própria Esther. Aqui, temos o caso (já) clássico do vilão como herói. – “Por quê?” – assista e descubra.

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2) Plot Twist

Após o primeiro filme, já sabemos quem é Esther e mesmo que você não tenha assistido o primeiro, está muito na cara. A pergunta que perfura sua cabeça é: “Qual a revelação?” – A ideia que se tem é a de que a suposta protagonista do início da trama vai escapar das mais terríveis armadilhas impostas pela vilã e escapar ilesa (ou nem tanto) ao fim do filme.

Esther olha de soslaio em foto promocional do filme - Otageek

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Aqueles que estão familiarizados com estrutura de roteiro sabem que o Ponto Médio (Midpoint) é o momento em que não há mais volta para os protagonistas. Em filmes de terror, é quando o terror é real. Aqui também, mas você não imagina o que é o terror real. Você vai dizer “Ah, não! Não acredito!” e sair da sala de cinema indignado ou se afastar do encosto da poltrona do cinema e detonar o balde de pipocas enquanto mastiga compulsivamente e acompanha o desenrolar da trama.   

3) Humordaz

Isabelle Fuhrman tira uma selfie em frente ao espelho de seu camarim de A Órfã 2: A Origem, mostrando seu rosto e suas mãos ensanguentados.

Ainda que a trama seja trágica e tensa, há uma pitada de humor em alguns poucos momentos. A trilha sonora do clássico Flashdance colocada no momento certo faz você se sentir um monstro por estar rindo durante aquele filme medonho.

4) Representação do Complexo de Electra

Assim como Freud postulou o Complexo de Édipo para ambos os gêneros a despeito do que viria a ser a pluralidade em tempos atuais, Carl Jung postulou o Complexo de Electra com a intenção de não reduzir a formação da psiquê feminina a uma perfeita similaridade com a masculina. Não vou me alongar acerca dos Complexos de Édipo e Electra para não dar spoiler sobre o que pode acontecer ao longo da trama.

 

5) A figura masculina não é ridicularizada

Cartaz promocional do filme mostra Esther de mãos dadas com sua mãe adotiva olhando para nós espectadores em quarta parede. Otageek

Uma das críticas que é feita aos filmes com o protagonismo feminino pelos mais conservadores é a de que a figura masculina é ridicularizada. Bem, se você concorda ou não, isso não acontece em A Órfã 2: A Origem, muito pelo contrário. A luta pelo boy magia supera a atmosfera de psicopatia que permeia a trama.

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Claudio Siqueira
Claudio Siqueira

Escritor, poeta, Bacharel em Jornalismo e habitante da Zona Quase-Sul. Escreve ao som de bits e póings, drinkando e smokando entre os parágrafos. Pesquisador de etimologia e religião comparada, se alfabetizou com HQs. Considera os personagens de quadrinhos, games e animações como os panteões atuais; ou ao menos, arquétipos repaginados.

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