Crítica | Jenny Le Clue – Detectivu

Jenny Le clue consegue brilhantemente capturar sua atenção com uma arte fantástica, personagens cativantes e um mundo rico de detalhes e história

Jogo avaliado para a plataforma Nintendo Switch.

Bem-vindo a Arthurton, uma pequena cidade que a princípio se parece como qualquer outra – exceto talvez pelo seu lago que brilha durante a noite, uma misteriosa figura encapuzada, um túnel tecnológico ativado por um botão no meio do lago e uma jovem detetive chamada Jenny Le Clue.

O início de Jenny Le Clue já te joga de cara em seu mistério, ao mesmo tempo que te mostra a atmosfera que iremos ter ao longo do jogo. As cenas iniciais já te preparam para o mecanismo de escolhas, assim como um primeiro puzzle simples.

O jogo é uma aventura point and click 2D, com opções de escolha de diálogo e vários puzzles. Os cenários são ricos em detalhes, mistérios para desvendar e colecionáveis espalhados.

Gameplay de mapas Jenny Le clue - Otageek
Resolver os mistérios é bem interativo e com uma interface linda

Após a pequena introdução misteriosa, o game nos apresenta ao autor Arthur K. Finkelstein, que escreve as histórias de Jenny. Ele está em apuros, pois os contos da pequena detetive não lucram mais como antes. Em uma última tentativa, Arthur precisa escrever sua história mais ousada, sendo obrigado até a matar um personagem. Porém, mesmo achando isso inconcebível, somos apresentados a Jenny e o seu maior caso.

Gameplay e personagens

Como se trata de um game cheio de puzzles e detalhes escondidos, somos apresentados as funções aos poucos e de forma bem natural. Sem dar muitos detalhes, o jogo faz com que você descubra por si só como ele funciona, ao mesmo tempo que te inspira a ser um detetive ao não explicar detalhadamente as mecânicas. Ele te obriga a explorar, assim como buscar os segredos e colecionáveis pelo cenário.

Nos estilos de puzzles temos uma boa variedade, como quebra-cabeças, achar pistas para interrogar suspeitos e até desvendar objetos eletrônicos. Esses desafios são muito bem feitos e até fazem você se sentir como um detetive de verdade. No final de cada mistério em que Jenny precisa fazer suas deduções, você deve conectar os pontos do que aconteceu. E essa parte é extremamente bem feita e cheia de detalhes artísticos, mesmo quando você erra as conexões.

A versão para Switch do jogo funciona perfeitamente, os controles se encaixam de forma fluida e durante meu jogo experienciei apenas um bug, mas nada que atrapalhasse o processo.

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Surpreendentemente, o modo handheld faz o jogo parecer muito mais natural do que na tela grande. Os cenários parecem mais charmosos e colorido quando o videogame não está na TV. Além disso, o game também tem um carregamento rápido, o que ajuda caso qualquer problema ocorra.

Personagens e história

O mundo de Jenny é extremamente vívido e seus personagens são tão intrigantes que é difícil não amar até aqueles mais excêntricos, como o exemplo de CJ (Voz por Stuart Krug). Como protagonista, Jenny funciona muito bem e sua honestidade e comentários sarcásticos trazem o humor necessário para a narrativa. Além de mostrar que é uma personagem com qualidades e defeitos que precisa encarar.

Eu preciso destacar a personagem Suzie Glatz, que é de longe uma das mais divertidas da trama. Seu jeito me remete a uma versão super-inteligente da Deedee do laboratório de Dexter, e Suzie é tão encantadora que rouba a cena. Com um trabalho de voz excelente de Elinor Lawless como Jenny e Meg McClain como Suzie, as duas acrescentam uma vida para as personagens, as quais já são fantásticas.

Já na história do jogo, você pode esperar um mistério intrigante que só se complica conforme vai chegando nas incríveis reviravoltas do último capítulo. Portanto, já espere que o final vai te fazer ficar pensando nele por um bom tempo. Ao longo do caminho, o jogo vai te dando dicas importantes, então é importante tomar seu tempo com Jenny Le Clue para não perder nenhum detalhe.

Jenny Le Clue, com toda sua genialidade e ambiente interessante, vai te deixar desejando que pudesse ter mais a se fazer além de seguir a história. Em muitos momentos, você vai desejar que o jogo te permitisse explorar Arthurton ou até mesmo passar mais tempo com Suzie e Keith fazendo quests.

Apesar de não me importar com uma narrativa bem feita e focada, talvez alguns pequenos pontos de maior liberdade, como foi feito no jogo Night in the Woods, poderiam ter feito Jenny Le Clue ficar mais perfeito.

Como um enorme fã da indústria de jogos indies, posso falar com convicção que Jenny Le Clue é uma incrível produção. O game com certeza vai para minha lista de jogos favoritos. Com certeza retornarei para colecionar todos os cartões postais, stickers ou até reviver a ambientação incrível que me lembra uma mistura perfeita de Veronica Mars com Nancy Drew.

Conclusão

Jenny Le Clue é um point click que não decepciona, seja pela sua história envolvente, seus gráficos 2D incríveis com arte desenhada a mão ou seus puzzles divertidos. Realmente espero que esse jogo se torne uma franquia longa, pois seu carisma é suficiente para transformar Jenny e seus amigos em personagens de sucesso. Além disso, com aquele final de revirar a cabeça, vamos precisar de uma sequência em breve!
Jenny Le Clue está disponível para as plataformas: PlayStation 4, Android, Xbox One, Microsoft Windows, iOS, Linux, macOS, Mac OS Classic e Nintendo Switch

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Pedro Agnelo Camargo Goes
Pedro Agnelo Camargo Goes

Estudante de semiótica, apaixonado por séries, filmes e games e tudo que envolve cultura. Sempre aberto pra filosofar sobre aleatoriedades do dia a dia

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