Julho, mês do OVNI – 5 obras para mostrar que eles estão entre nós

Dia 2 de julho se comemora (isso é uma comemoração?) o Dia Mundial do OVNI (UFO Day). Confira 5 obras para mostrar que eles estão entre nós.

Dia 2 de julho se comemora (isso é uma comemoração?) o Dia Mundial do OVNI (UFO Day). Não confundir com o Dia Mundial da Ufologia (24/06). A data de 2 de julho se deve à suposta queda de um OVNI em Roswell, nos EUA em 1947, embora o dia não tenha sido esse, mas 8 de julho. 

Não se sabe ao certo porque a data escolhida foi no dia 8 de julho. Ao menos, este que vos escreve não conseguiu encontrar o porquê com precisão. Seja por um ruído da comunicação devido à interferência alienígena ou simplesmente uma aleatoriedade da data, o que importa é que o assunto E.T.s rende pano pra manga em muitas discussões especulativas sobre o tema e sobre o questionamento se estamos ou não a sós no universo. E, principalmente, se eles estão entre nós.

De programas sensacionalistas como Alienígenas do Passado, oriundos da teoria do suiço Erich von Däniken, escritor do livro Eram os Deuses Astronautas? (no original, Erinnerungen an die Zukunft) a supostas aparições latino-americanas como o Chupa-Cabra e o E.T. de Varginha até versões esdrúxulas como o E.T. Bilu, os alienígenas estão entre nós, nem que seja no imaginário popular e já fazem parte de nosso folclore. 

Em homenagem ao Dia Mundial do OVNI, o Otageek vem relembrar quatro filmes e uma série que mostram o quanto eles já estão entre nós – nem que seja na Sétima, Nona e Décima Primeira Artes.

Intruders

Um dos melhores(?) filmes sobre o tema, não chegou a ter um título nacional, sendo comercializado aqui com o nome original. Baseado no best-seller de Budd Hopkins Intruders: The Incredible Visitations at Copley Woods. O livro trata das pesquisas do psiquiatra John Mack e o filme mostra um interessante caso de abdução com direito a hibridismos perturbadores.

Em uma nave, a moça protagonista passa por uma cirurgia durante sua abdução.

Se você é dos tais que costuma dormir com pelo menos uma luz acesa após um filme de terror, neste, vai dormir de janelas fechadas. Houve também uma série de mesmo nome, com apenas uma temporada. Pelo visto, os alienígenas não vieram pra ficar.

Fogo no Céu 

Nome sugestivo, história cativante, flashback revelador. E uma sequência semelhante à cena acima só que ainda mais aterradora. Um grupo de amigos lenhadores é acusado de ter matado – ou, ao menos, sequestrado – um dos integrantes do grupo. Ninguém acredita na versão contada por eles, mas o detector de mentiras demonstra que parecem estar falando a verdade. 

O protagonista, prestes a ser abduzido.

Como seria possível? Abdução é algo tão desacreditado quanto assombração! Até que Travis Walton, o desaparecido (e autor do livro The Walton Experience, que deu origem ao filme), surge, após cinco dias e seis horas, para alívio dos amigos que brevemente seriam “abduzidos” pela polícia.

O Caso Roswell

O filme que trata exatamente do incidente que originou a data. O major do exército norte-americano Jesse Marcel (interpretado pelo ator Kyle McLachian) descobre os destroços que parecem feitos de folha de estanho. Assim como o meteorito presente em A Cor que Caiu do Céu, não pode ser arranhado nem amassado. 

Claro que o Pentágono não vai querer alardear o fato e o major tem que ficar de bico calado pra não ser “abduzido”, quiçá pra um hospício. Trinta anos depois, reunindo-se com ex-colegas, decide investigar o caso a fundo. Descobre não só que a nave realmente caiu, como estava tripulada.

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Arquivo X

Não preciso falar muito de uma das séries de maior sucesso da década de 1990. O agente do FBI, Fox Mulder (David Duchovny, de Californication), que teve sua irmã abduzida quando era criança, desenvolveu uma obsessão pelo tema e se tornou um especialista de uma divisão do FBI responsável por casos relacionados ao tema e não só. Quaisquer acontecimentos bizarros e o aparecimento de aberrações são do escopo da divisão. 

Foz Mulder e Dana Scully olham para nós na tradicional quebra da 4ª parede, comum em pôsters.

Para não deixá-lo “viajar muito na maionese”*, Dana Scully (Gillian Anderson), uma cética agente, é designada para ser sua parceira e manter os pés de Fox no chão. Isso se mostrou não muito eficaz, já que o mesmo fora abduzido lá pela sétima temporada, sendo substituído por John Doggett (Robert Patrick), que passa a ser o cético da dupla, já que Dana Scully finalmente acredita – ou melhor, percebe – que “a verdade está lá fora”. O Mito da Caverna representado na frase síntese que aparece no início de cada episódio.

*Se perder em devaneios em carioquês.

Sinais

Quem nunca ouviu falar dos agroglifos (Circle Crops)? Bem, você pode não conhecer com esse nome, mas o fenômeno é famoso. Se os dolmens como o Stonehenge ou as pirâmides egípcias já são uma incógnita, esse fenômeno “natural”, mais ainda, principalmente porque costumam aparecer em locais específicos, assim como os dolmens.

Pôster promocional de Sinais

M. Night Shyamalan sendo M. Night Shyamalan e Mel Gibson sendo Mel Gibson. A união de ambos iria resultar em algo de outro mundo. Ou quase. A trama da família norte-americana rural com seus problemas existenciais serve como ambientação para um fenômeno ufológico inexplicável que rende uma ótima história de ficção e por que não de terror? Sim, terror, porque ninguém quer ser abduzido – ou quer?

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Claudio Siqueira
Escritor, poeta, Bacharel em Jornalismo e habitante da Zona Quase-Sul. Escreve ao som de bits e póings, drinkando e smokando entre os parágrafos. Pesquisador de etimologia e religião comparada, se alfabetizou com HQs. Considera os personagens de quadrinhos, games e animações como os panteões atuais; ou ao menos, arquétipos repaginados.
Artigos: 86
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