Crítica | Thor: Amor e Trovão é, de fato, uma clássica história do Thor

Thor: Amor e Trovão é a mais nova adição ao MCU, pela Disney, sendo o quarto filme da franquia do deus nórdico. A produção está chegando aos cinemas no dia 07 de julho (quinta-feira), e com várias participações especiais, risos e uma trilha sonora energizante, o filme pode surpreender de uma forma muito boa.

Nessa história pós-blip, começamos descobrindo como a vida de Thor tem andado depois que Thanos foi derrotado. O deus se juntou aos Guardiões da Galáxia, e decidiu voltar para a sua forma física anterior. Mas então, após algum tempo vivendo aventuras casuais (e “clássicas do Thor”) ao lado dos Guardiões no espaço, uma ameaça iminente faz com que Thor retorne à Terra para proteger seus colegas deuses e a si mesmo. Onde irá reencontrar um velho amor e um velho amigo.

Jane Foster como The Mighty Thor segurando o Mjonir - Crítica - Thor: Amor e Trovão é, de fato, uma clássica história do Thor - Otageek

Christian Bale é Gorr

Seguindo a mesma pegada de Thor Ragnarok, Thor: Amor e Trovão é dominado pela comédia. As primeiras cenas de Thor no filme são uma grande piada, porém, depois da impressão inicial, o longa dá uma segurada para não ser tão pastelão quando seu anterior. E assim, consegue encontrar um equilíbrio entre sua parte cômica, e a seriedade exigida para acompanhar a trama que envolve o vilão da história.

Christian Bale como Gorr, tirando o capuz - Crítica - Thor: Amor e Trovão é, de fato, uma clássica história do Thor - Otageek

Novamente, a Marvel traz um antagonista com uma motivação convincente. Gorr, vivido por Christian Bale, é movido por um objetivo que nos é completamente compreensível. Não podemos realmente julgá-lo por isso. Mas como sempre, é aquele vilão que, apesar de compreensível, não conseguimos apoiar suas ações. Afinal, nada é apenas mal, ou apenas bom.

Só não digo que Christian Bale está irreconhecível como Gorr pois suas mudanças físicas viraram a marca registrada do ator. Dessa vez muito magro e com uma aparência dominada pelas sombras, a estética de seu personagem me faz lembrar do Bicho Papão do filme A Origem dos Guardiões (2012). E o fato de ser um personagem preto e branco faz um ótimo contraste com o mundo tão colorido dos filmes do Thor.

Thor em sua comicidade

Thor: Amor e Trovão, como já dito, segue o padrão de comédia que a franquia adquiriu. Mas, enquanto em Thor Ragnarok a comédia era usada o tempo todo para confundir as expectativas, criando uma cena séria, mas bem no clímax jogando uma piada, o novo filme dá uma segurada, deixando as cenas que precisam de uma seriedade serem mantidas assim. Dessa forma, consegue gerar a emoção pedida pelos momentos, sem deixar de ser um filme extremamente divertido e engraçado.

Jane Foster conversando com Thor - Crítica  Otageek

Infelizmente, dentro dessa mistura, Natalie Portman parece não encaixar muito bem com a parte cômica da trama. Enquanto ela parecia uma ótima adição aos primeiros filmes do Thor, que possuíam um tom completamente diferente, nesse novo estilo que a franquia seguiu, Portman parece estar meio de fora. As poucas piadas que sobram para Jane não parecem ser naturais à sua personagem. Mas, como esses momentos são poucos, não é nada que atrapalhe o filme. Entretanto, Natalie carrega muito bem suas cenas dramáticas.

Outra coisa que tem se tornado a marca do Thor são suas cenas de ação icônicas com músicas igualmente icônicas de fundo, geralmente algum rock. E nesse filme não é diferente. Na verdade, possuem mais cenas dessas do que os outros. Mas que sempre são capazes de nos deixar pilhados, e fazer as cenas ficarem ainda mais energizantes.

Thor usando o Stormbreaker ao lado de Korg - Crítica - Thor: Amor e Trovão é, de fato, uma clássica história do Thor - Otageek

Thor: Amor e Trovão vale a pena?

Thor: Amor e Trovão me pareceu uma brisa de ar fresco em um dia abafado dentro dos mais recentes lançamentos do MCU. Não que ele traga alguma novidade, não traz. O filme é exatamente mais um filme da MCU, assim como tantos outros que já conhecemos. Sim, ele é importante para entender o futuro do personagem, mas narrativamente falando, não traz nada de novo.

Porém, os dois lançamentos anteriores de filmes na MCU foram Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa e Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. E esses filmes vieram prometendo tudo. Vieram para ser, ou tentar ser, grandes marcos do universo estendido da Marvel e nos levou pros cinemas com as expectativas lá no teto.

Enquanto isso, Amor e Trovão chega mais calmo, como uma diversão que não impacta toda a estrutura do MCU, e assim, além de trazer junto menos expectativas, permite que os fãs possam assistir simplesmente por assistir. E se divirtam casualmente no processo.

Bode berrando - Crítica - Thor: Amor e Trovão é, de fato, uma clássica história do Thor - Otageek

Dessa forma, Thor: Amor e Trovão traz uma trama que carrega bem sua duração, consegue equilibrar sua comédia característica com a seriedade que o antagonista exige, e nos deixa animados com suas cenas de ação acompanhadas de uma ótima trilha sonora. Nunca será o melhor filme da Marvel, mas talvez seja o melhor filme do Thor. E assim, vai fazer com que muita gente saia sorrindo dos cinemas.

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Nathalia Mendes
Artigos: 72
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