Crítica | Lightyear é mais um acerto da Pixar ao nos contar a história do patrulheiro espacial4 minutos

Lightyear é a nova animação da Pixar que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (16). O longa é spin-off de Toy Story que encantou o mundo em 1995.

O estúdio responsável por animações clássicas como Procurando Nemo e Divertidamente, e que já provou ao longo dos anos a força de sua fórmula, agora traz seu 25º longa.

Lightyear poster / Reprodução: Pixar Animation Studios Otageek
Lightyear poster / Reprodução: Pixar Animation Studios

A Pixar acerta novamente

Dessa vez vamos acompanhar o filme que o Andy, o garoto de Toy Story, assistiu sobre o patrulheiro espacial Buzz Lightyear (Chris Evans). Conhecemos mais da história por trás do boneco e suas aventuras, assim como seus amigos.

A trama gira em torno de uma missão malsucedida que faz com que a equipe inteira do Buzz fique presa em um planeta inóspito por causa dele. Se sentindo culpado o patrulheiro vai fazer tudo ao seu alcance para poder levar todos os seus companheiros para casa.

Buzz age como um “lobo solitário” durante a maior parte do filme, ele confia em pouquíssimas pessoas, na verdade apenas em sua melhor amiga Alisha Hawthorne (Uzo Aduba). O patrulheiro vai perceber que precisa de mais ajuda do que imaginava se quer realmente resolver toda a situação que os deixou presos.

A Pixar é famosa por seus roteiros filosóficos e aqui não é diferente, temas como encontrar seu lugar em um mundo estranho e assustador, ou o quanto achamos que podemos resolver tudo sozinhos por pura teimosia, estão presentes na animação.

Dublagem

Muito se especulou sobre a dublagem de Lightyear aqui no Brasil quando o apresentador Marcos Mion foi anunciado como a voz do patrulheiro espacial, gerando uma polemica entre os fãs. Depois disso a própria Disney criou um vídeo onde Guilherme Briggs “passa a tocha” para Mion.

Porém mesmo que o dublador Guilherme Briggs faça muita falta como a voz do Buzz, papel pelo qual foi responsável desde o primeiro Toy Story (1995), Mion faz sim um ótimo trabalho fazendo com que esqueçamos quem está por trás do microfone.

Trocar a voz do personagem depois de todos esses anos tem uma explicação, já que nos EUA a dublagem do Buzz brinquedo de Toy Story é feita pelo ator Tim Allen (Carros), porém em Lightyear o papel passou para Chris Evans (Capitão América) já que nesse caso estamos falando de um filme.

Referências a Star Wars

Uma das propriedades intelectuais mais importantes da Disney definitivamente é Star Wars, e tudo o que envolve o universo criado por George Lucas, então nada mais natural do que usar essas referências em uma história cheia de androides carismáticos, armas lasers e um planeta perigoso.

O próprio vilão Zurg (James Brolin) com sua armadura assustadora é  claramente inspirado no icônico Darth Vader. Alguns efeitos também são muito parecidos, como quando uma nave atinge uma super velocidade dentro do enredo.

Representatividade

Esse é o filme da Pixar onde temos maior representatividade LGBTQIAP+, dessa vez temos sim uma personagem importante, mesmo que coadjuvante, abertamente lésbica sendo tratada da forma mais natural possível. Obviamente ainda temos um longo caminho pela frente, mas esse talvez seja o maior passo dado até o momento.

Conclusão

Lightyear é uma animação com uma história extremamente simples, afinal de contas o plot principal é a tentativa do nosso herói em voltar para a casa, porém o roteiro criado por Jason Headle (Dois Irmãos: Uma JornadaFantástica) e Angus MacLane (Os Incríveis) acaba nos levando em uma jornada cheia de autodescoberta. Quem sabe podemos esperar um filme de faroeste com o Woody como protagonista.

W

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Aline Merkle
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