Crítica | Stranger Things 4: A nostalgia de sua própria história6 minutos

Após quase três anos de espera, eis que uma das séries mais amadas dos últimos anos retornou de seu hiato. Com sete episódios nessa sua primeira parte da nova temporada, Stranger Things volta com uma narrativa extremamente empolgante e cheia de nostalgia, só que agora de uma forma diferente.

Os novos episódios se passam seis meses após os eventos da última temporada. Separados pela primeira vez desde os antigos acontecimentos, agora os jovens se encontram em diferentes momentos da vida, tendo que se adaptar a novos lugares, costumes e pessoas. 

Stranger Things
Stranger Things

Já de início isso é muito benéfico a história. Devido vasto número de personagens principais, isso facilita um melhor desenvolvimento a cada um, além da continuidade na dinâmica de algumas duplas e a inserção de novos rostos ao grupo

Dito isso, Stranger Things acerta em cheio, quando a cada nova temporada nos apresenta novos personagens. É fato que não só a aparição deles, mas a escolha no elenco e nas personalidades, contribuem para o encaixe perfeito na história e na dinâmica com o restante dos jovens.

Além disso, outro ponto a se destacar é a mudança e o amadurecimento que alguns personagens vão adquirindo durante as temporadas. Ou seja, sendo bem escrito – como de fato é – acaba proporcionando novos motivos para acompanhá-los durante todas as suas novas e sombrias aventuras.

A história

Stranger Things
Stranger Things

O fato de termos quatro pontos da história acontecendo separadamente, contribui para o desenvolvimento melhor de todos os personagens. Mesmo que o começo de um ou outro possa parecer lento ou chato, o desenvolvimento é satisfatório para lembrarmos o quão importante eles são. 

Ou seja, Hopper (David Harbour) que está preso em uma instalação russa, traz boas lembranças da força do personagem e, engraçados acontecimentos envolvendo Joyce (Winona Ryder) e Murray (Brett Gelman). 

Em relação ao grupo de jovens, a narrativa é entregue da melhor forma possível! Por exemplo, a busca do Lucas (Caleb McLaughlin) de se encaixar no time de basquete é interessante, ainda mais vindo de um adolescente que se encontra em uma nova e confusa fase da vida. 

Sadie Sink
Sadie Sink em cena de Stranger Things

Dustin (Gaten Matarazzo) e Mike (Finn Wolfhard) continuam convictos que seu lugar é ainda na galera “nerd” da escola e, Max (Sadie Sink) a cada dia que passa se afasta ainda mais dos amigos, devido ao sentimento de culpa do ocorrido com seu irmão Billy (Dacre Montgomery) na última temporada. 

É válido destacar o episódio quatro – cujo melhor da temporada – onde, focado em Max, a história traz a famosa nostalgia, mas de uma maneira diferente. Dessa vez, com as memórias da personagem, a série põe em tela os momentos de carinho e amizade que o grupo tem um pelo outro, construído durante toda essa jornada.

Stranger Things
Stranger Things

Robin (Maya Hawke) está incrível e com boas tiradas comidas em momentos chaves da trama. Ainda proporciona uma ótima dupla com Steve (Joe Keery) e acrescenta ainda mais elementos aproveitando muito bem a dinâmica construída com Nancy (Natalia Dyer).

Mas sem dúvida, Eddie (Joseph Quinn) é um dos pontos altos dessa temporada! Com um temperamento único e uma personalidade extremamente carismática, o personagem é um dos pilares para o andamento da história.  

Agora, Eleven (Millie Bobby Brown), que passou boa parte dessa temporada longe de todos, retorna ao seu passado para entender o que aconteceu nele e obter de volta seus poderes. Com um final extremamente empolgante, Bobby Brown entrega todos os elementos que gostaríamos de ver na personagem. Além de concluir essa parte da história, conectando todos os pontos da trama desenvolvida até então.

Millie Bobby Brown em cena de Stranger Things
Millie Bobby Brown em cena de Stranger Things

O terror de Stranger Things

Tendo os personagens mais velhos, a série se propôs a arriscar um pouco mais visualmente. Primeiramente é necessário falar na ideia vinda do vilão. Vecna tem o impacto necessário para esse tipo de narrativa, vindo de seu visual e é claro de suas ações. O chamar suas vítimas pelo nome, a forma como as mata e a sensação que ele está em todo e qualquer lugar, é importante para a construção da tensão e do medo que a série deseja incluir. 

Stranger Things
Stranger Things

É claro que Stranger Things não chega ser algo que te fará virar os olhos ao assistir, mas a partir do momento que a empatia e preocupação aos personagens te consome, esses momentos vão te trazer um certo receio do que poderá acontecer com eles. 

Outro ponto positivo é a qualidade dos efeitos visuais desses momentos. Seja nos cenários, poderes e nas mortes, tudo é feito com um capricho gigantesco. A fotografia é belíssima, a montagem é criativa e organizada, os efeitos práticos e os famosos CGI tem a sua qualidade, ou seja, tudo é posto em tela da melhor forma possível. 

No mais, a série volta com a qualidade que vimos nas primeiras temporadas, mesmo com longos e duradouros episódios. Os antigos personagens são ainda mais desenvolvidos e os novos apresentados de uma forma bastante satisfatória. As famosas trilhas sonoras estão presentes, enriquecendo a história no melhor e mais tradicional estilo Stranger Things

Veja o trailer:

A primeira parte da 4ª temporada de Stranger Things se encontra disponível na Netflix.

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Lucas Almeida
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