Crítica| O Projeto Adam – viagem no tempo com Ryan Reynolds5 minutos

É isso mesmo, Ryan Reynolds com viagem no tempo, e não estamos falando de Deadpool 2! Dia 11 de março a Netflix lançou, em sua plataforma, o filme O Projeto Adam. Estrelado por Ryan Reynolds, Walker Scobell, Mark Ruffalo, Jennifer Garner e Zoë Saldaña, em uma ficção sobre viagem no tempo, mas com carinha de fantasia e aventura, que vale muito a pena conferir.

Adam (Ryan Reynolds) é um piloto de meia idade que vive em 2050, e que durante uma fuga, acidentalmente, acaba indo parar em 2022. Onde reencontra o seu eu de 12 anos (interpretado pelo ator mirim Walker Scobell). Juntos, e sendo caçados por militares do futuro, os dois precisam unir forças para consertar a linha temporal que foi bagunçada.

Adam criança falando dos músculos do Adam adulto - Crítica O Projeto Adam - viagem no tempo com Ryan Reynolds - Otageek

Assim, credito que a primeira coisa que notamos ao começarmos a ver O Projeto Adam é o talento de Walker Scobell, e a química que o jovem tem com o veterano Reynolds. A sua dicção, o jeito debochado do personagem, somado a um timing cômico excelente, cria uma dinâmica quase perfeita entre a versão adulta e a infantil do personagem.

E logo de cara vemos as referências de filmes dos anos 80, como E.T. – O Extraterrestre, e aquele que nunca deve faltar no gênero – De Volta Para o Futuro. Assim, esses elementos são um ótimo contraste com os objetos, roupas e armas futuristas que chegam de 2050 à década de 2020. Se torna um mix de nostalgia com novidade que agrada os olhos.

Cenas, trilhas sonoras e atores excelentes

Outra qualidade do filme são suas cenas de ação e sua trilha sonora. O Projeto Adam constrói cenas de lutas e perseguições muito bem. Também acerta ao inserir a quantidade precisa de comédia em cenas tensas, emocionantes ou enérgicas. As músicas também são posicionadas com precisão, deixando as cenas ainda mais empolgantes.

Laura, interpretada por Zoe Saldaña, com uma arma em mãos - Crítica - viagem no tempo com Ryan Reynolds - Otageek

Zoë Saldaña interpreta, mais uma vez, uma personagem badass, que possui individualidade, tendo objetivos e desejos próprios. Tornando-se uma peça fundamental para o desenrolar do longa, mesmo em uma posição secundária. E Mark Ruffalo, também como coadjuvante, cumpre seu papel muito bem dentro da história. E ainda podemos vê-lo em um personagem um pouco diferente do Bruce Baner que tanto estamos acostumados, com Ruffalo, vai e vem, soltando frases irônicas e sarcásticas.

Mark Ruffalo em O Projeto Adam - viagem no tempo com Ryan Reynolds - Otageek

Entretanto, não é só de socos que o filme é feito. O roteiro ainda encontra tempo para desenvolver uma trama familiar, envolvendo o luto de mãe e filho, e sabendo lidar de uma forma muito bonita com o assunto. Aliás, momentos esses em que Jeniffer Garner se destaca, trazendo uma carga dramática para sua personagem que é de encher os olhos de lágrimas.

Adam e sua mãe, interpretados por Ryan Reynolds e Jeniffer Garner, no balcão do bar - Crítica O Projeto Adam - viagem no tempo com Ryan Reynolds - Otageek

A verdadeira viagem no tempo

O filme é assumidamente uma ficção científica, uma vez que trabalha com o conceito de viagem no tempo. E de fato, o roteiro até reserva um tempo para explicar como esse conceito funciona dentro do universo do longa. Porém, ele não se dá ao trabalho de se aprofundar na sociedade futurística e em sua funcionalidade.

Assim, o único relance do futuro que temos é durante a fuga de Adam, na primeira cena do filme, e depois ao sermos apresentados para alguns equipamentos usados pelos homens do futuro. E isso acontece pois, apesar de ser uma ficção, O Projeto Adam foca sua trama principal no desenvolver de seu protagonista. Seus traumas passados e futuros, e como as pessoas à sua volta ressoam em si. Construindo uma jornada do herói bem aventuresca dentro de um filme originalmente de ficção científica.

Adam adulto e Adam criança sentados na mesa de piquenique - Crítica O Projeto Adam - viagem no tempo com Ryan Reynolds - Otageek

Portanto, O Projeto Adam é um daqueles filmes em que a hora voa sem que você perceba. Ele mantém um ritmo tão orgânico, que é muito fácil apenas se esquecer do tempo (ironicamente). Afinal, o filme sabe acelerar e pisar no freio em momentos precisos, sempre dando tempo aos momentos de carga dramática, e energia às cenas de ação.

Além disso, possui exatamente o tipo de comédia que esperamos de um filme com Ryan Reynolds. E que desta vez está muito bem acompanhado pelo jovem Walker Scobell. Ademais, as cenas cômicas são muito bem-posicionadas entre as dramáticas, não deixando a sensação de uma comédia forçada.

E acima de tudo, O Projeto Adam se dedica a fazer o público refletir sobre as mudanças que a verdadeira viagem no tempo causa nas pessoas. Como a nossa própria memória é alterada pela passagem inevitável do tempo, mudando, assim, o nosso futuro e também o nosso passado, e afetando diretamente a nossa própria linha do tempo.

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Nathalia Mendes
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