Space Jam: Um Novo Legado | Uma homenagem ao clássico e uma carta de amor aberta aos fãs6 minutos

Space Jam: Um Novo Legado chega nesta quinta-feira (15) aos cinemas brasileiros, trazendo uma atualização do clássico de 1996 – Space Jam: O Jogo do Século. O longa usa e abusa, muitas vezes, da nostalgia de seus espectadores, ao mesmo tempo em que se mantém atual em suas referências.

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O que que há, velhinho?

Dessa vez, os papeis se invertem aqui: é o jogador de basquete LeBron James que vai precisar da ajuda dos Looney Tunes para salvar seu filho do algoritmo da Warner Bros -o temperamental Al-G Rhythm (Don Cheadle). Para isso, o astro da NBA precisa reunir um time digno de enfrentar “monstros” se quiser ter sua família reunida novamente.

Space Jam: Um Novo Legado
Space Jam: Um Novo Legado.

Um Novo Legado

Space Jam: Um Novo Legado não é uma continuação, tão pouco um reboot, de Space Jam: O Jogo do Século. O longa claramente foi criado para encantar todos aqueles que tiveram suas infâncias e adolescências marcadas por esses personagens.

Temos um início do filme extremamente parecido com o de 96, porém vemos que ao contrário de Michael Jordan, que já tinha planejado a vida inteira no início da adolescência, LeBron James tinha outros interesses além do esporte.

Conhecemos um treinador da infância de LeBron, que o repreende por estar jogando vídeo game sem prestar atenção ao basquete naquele momento, mostrando o motivo do astro ter se tornado tão rígido com os filhos anos mais tarde.

Existe aqui uma boa camada de drama familiar e uma tensão construída até o momento do jogo em si, passando uma mensagem sobre o quanto é importante conhecermos quem a gente ama, além de deixar essas pessoas livres para lidarem com suas próprias escolhas.

O conflito já conhecido de gerações é muito bem desenhado aqui, apesar de não trazer nada muito inovador. Dom (Cedric Joe) tenta se afirmar enquanto o pai LeBron simboliza uma forte resistência em aceitar o que é diferente.

O astro dos Lakers acredita que as regras são importantes e estão ali para serem cumpridas de qualquer forma, principalmente quando se trata de basquete. O filme deixa isso muito claro quando perguntas como: “onde está a diversão” ou “você ainda se lembra como se divertir, não é?” aparecem.

A relação de LeBron com o filho do meio é explorada de uma forma muito sensível e vemos pequenos detalhes que justificam seu clímax no terceiro ato do filme. Sonequa Martin-Green (Star Trek: Discovery), que faz a esposa do astro, está ali orbitando em volta da trama principal, para lembrá-lo do que realmente importa.

LeBron se mostra um ator muito mais competente do que Jordan, que não parecia tão à vontade no longa anterior, principalmente pelo fato de que para a maior parte das duas atuações foi necessária a interação com personagens de CGI, inseridos durante a pós-produção.

Personagens clássicos com visual chique!        

Os personagens clássicos de Looney Tunes fazem o que esperamos deles: o longa é cheio de easter eggs envolvendo praticamente toda a propriedade intelectual da Warner Bros, te fazendo ter vontade de apontar para a tela a cada 5 segundos, ao reconhecer aquela referência super obscura que acabou de aparecer.  

Esse ritmo acelerado do longa talvez canse algumas pessoas mais velhas, mas para as crianças e adolescentes que vão te acompanhar nessa jornada, é essencial. As piadas chegam e vão embora tão rapidamente que se você piscar pode perder.

A parte visual do filme é um espetáculo à parte: alternar entre 2D e 3D foi algo extremamente inteligente, e assistir aos personagens ganharem essa repaginada em momento nenhum passa a sensação de algo forçado ou bizarro, como vemos em algumas outras situações.

Lolla, Eufrazino, Patolino, Gaguinho, e Hortelino
Lolla, Eufrazino, Patolino, Gaguinho e Hortelino.

O “público” do jogo é formado por personagens amados como It – A Coisa e os Flintstones, além de várias outras carinhas conhecidas. É como se participássemos de uma grande Comic Con, pois vários figurinos poderiam facilmente pertencer a cosplayers passeando pela convenção.

E mesmo com a carga emocional por trás da história familiar, o filme não se leva a sério em nenhum momento e pode ser lido como uma carta de amor aberta às crianças que acordavam cedo para ver seus desenhos favoritos na televisão.

Ele tem um público-alvo muito bem definido e seu acerto se dá pelo fato de não fugir em momento nenhum dessa nostalgia em volta dos seus personagens clássicos, apesar de ter elementos capazes de manter pessoas de todas as idades investidas em sua narrativa.

Isso é tu-tutu-tudo, pe-pepe-pessoal!

Parece clichê dizer, mas Space Jam: Um Novo Legado é um filme para toda a família. Com certeza você que assistiu ao filme original quando era criança vai querer levar seus filhos, sobrinhos ou mesmo ir sozinho ao cinema, e sair de lá com um grande sorriso pensando no que acabou de experienciar ao lado de Pernalonga e sua turma.


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Aline Merkle
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