Coletiva de Imprensa | Festival #CadaUmDeNós e ONU Brasil contra a COVID-197 minutos

Com coletiva no dia 13 de Julho, o Festival #CadaUmDeNós vem renovar as esperanças e o ânimo no enfrentamento à pandemia.

Com o objetivo de ser uma força de luta contra a infodemia de fake news e a manutenção das medidas de segurança contra a COVID-19, o Festival #CadaUmDeNós aconteceu nos dias 15 e 16 de julho e o OtaGeek convidado pela ONU Brasil para sua coletiva de imprensa (ESTAMOS CHIQUES). Transmitido simultaneamente pelo canal do Youtube e Tik Tok da ONU Brasil, o evento conta com nomes como Carlinhos Brown, Luiza Possi, Larissa Manoela e muitos outros.

A imagem mostra indicações de data e horário do Festival Onu #CadaUmDeNós, como citados ao fim do texto. Otageek
Festival #CadaUmDeNós. Divulgação | ONU Brasil.

O Festival #CadaUmDeNós vem diretamente atrelado à iniciativa Verificado: ambos surgiram como uma necessidade urgente de conscientizar a população sobre medidas de prevenção e combate à COVID-19. Desde o início da pandemia que mudou a rotina de todo o planeta, a iniciativa Verificado tem feito ações como projeções em prédios e monumentos, campanhas e lives.

De acordo com Kimberly Mann, diretora do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), o trabalho partiu de iniciativas muito simples, como lembrar a população sobre a importância de lavar as mãos corretamente. Atualmente, o projeto enfrenta novos desafios e se volta para a população de jovens e adolescentes que, no anseio de voltar à vida normal, se esquecem do momento enfrentado por todos.

Kimberly ainda destaca que “trazemos 13 cantores da música brasileira unidos para compartilhar uma única mensagem: cada um de nós pode fazer a diferença nesse combate contra o Covid-19”.

Participaram da coletiva os artistas Afonso Nigro, Fiuk, Kell Smith, Giovanna Rispoli, Paulo Miklos e Kimberly Mann.

Arte como forma de conscientização

Durante a coletiva de imprensa, foi evidenciada a compreensão de cada artista envolvido no projeto de que sua função transborda para além da música ou teatro: eles são influenciadores. Afonso Nigro, produtor responsável pela realização do projeto e definição da line-up assinala que é parte do trabalho deles incentivar e dar visibilidade à luta.

A conscientização proposta pela iniciativa foi estrategicamente pensada para conversar diretamente com os jovens. É por esse motivo que essa line-up é majoritariamente composta por artistas entre os 18 e 29 anos, como Larissa Manoela, Melim, Giovana Rispoli, Vitor Kley e João Guilherme.

Já o formato de Festival apoiado no Tik Tok, a rede social que mais cresce atualmente, complementam a ideia. Kimberly Mann concorda com Afonso Nigro ao dizer que, durante a pandemia, “não havia a oportunidade de participar de um show, então os jovens estão querendo isso. E sabemos que uma live com música vai atrair muitos jovens”. 

E claro, enquanto ferramenta de conscientização, não se trataria apenas de um momento vazio ou voltado puramente para o financeiro. A cantora Kell Smith, afirma que “melhor do que ser um discurso pronto, bonito, que a gente seja exemplo disso. Então, desde o início da pandemia eu venho tentando, de alguma maneira, continuar oferecendo a arte, porque a arte transforma, a arte também auxilia no #FicaEmCasa.”

“Porque se a gente não tem arte, não tem cultura pra consumir, não consegue permanecer dentro de casa, já que as nossas fugas foram tão tiradas de nós. E enquanto marca e empresa, eu acho que é cuidar do seu núcleo, da sua equipe, da sua comunidade.”

Uma constante no discurso entre as personalidades presentes na coletiva foi a percepção de que sua produção artística, independente de gênero ou formato, é uma produção política.

Ao ser questionado sobre sua opinião acerca de outros artistas que estimulam aglomerações durante a pandemia, Paulo Miklos afirmou que o único formato que tem funcionado atualmente é a aglomeração virtual como forma de alertar e conscientizar.

Com um sorriso no rosto e evidente entusiasmo, ele demonstrou estar muito otimista com relação à vacinação, por perceber pessoas ao seu redor empolgadas para tomar a primeira e a segunda dose.

Na imagem de divulgação do Festival ONU é possível ler #CadaUmdeNós pode fazer a diferença. Otageek
Festival #CadaUmDeNós. Divulgação | ONU Brasil.

“A onda agora é se vacinar”

Cerca de um ano e meio após o início da pandemia, o ritmo de vacinação segue lento: segundo dados mais recentes do G1, atualmente a população totalmente vacinada no país passa de 15%.

Construir um Festival voltado para o público que tende a ser o último (e talvez o mais ansioso) para tomar as doses da vacina exige um certo nível de motivação pessoal dos artistas.

Afonso Nigro coloca que a luta pelo uso de máscara, álcool em gel e distanciamento nem deveria ser mais uma pauta, mas que, sem dúvida, “incentivar a vacina é a da vez”. Kell Smith ressalta que o momento é de união, da construção de uma corrente de informações e ações com propósito: “informações que sejam que possam gerar vida e não de causar morte. É o momento sim da gente ser pró-vacina”.

São essas percepções, aliadas à proximidade com o público e a proposta do evento que funcionam como força motriz para construir a luta individual do Festival #CadaUmDeNós.

Sobre a curadoria do projeto

Levando em consideração a segurança dos participantes e colaboradores do projeto, cada apresentação foi gravada previamente, com todo um aparato especializado “como a gravação de um dvd”, destaca Nigro.

Ao convidar os artistas, não houve um direcionamento ou orientação própria para as músicas escolhidas. Foi dada total liberdade, inclusive de apresentar trabalhos novos. Com os olhos marejados, Afonso Nigro afirma “a gente tá numa ansiedade pra cantar, pra fazer o que a gente ama… Eu bati 40 anos de carreira e nunca passei um momento tão difícil”. Foi a segunda vez durante a coletiva que ele se percebeu emocionado por retornar, de alguma forma, aos palcos.

E, de acordo com Nigro, essa emoção foi uma constante entre os 13 artistas, que estavam fazendo uma “releitura dos próprios trabalhos”, com um brilho completamente novo. Sem dúvida, cada uma das interpretações virá com um colorido diferente do que estamos acostumados a ver.

Fiuk e Giovanna Rispoli completam que, independente da forma como a arte é expressada, é uma gasolina para conseguir enfrentar as dificuldades. Ela é “a base de tudo e a protagonista dessa luta”, completa Kell Smith.

A arte convida os leitores a assistirem as lives do Festival ONU #CadaUmDeNós nos dias 15 e 16 de julho. Otageek
Festival #CadaUmDeNós. Divulgação | ONU Brasil

O formato do Festival

Com os vídeos dos cantores já pré-gravados, os apresentadores Thelminha, Fiuk, Giovanna Rispoli, André Vasco e Bruno De Luca estarão ao vivo em estúdio com “todo o garbo e elegância”, como coloca Nigro, produtor do evento. Além dos cantores, muitos atletas e artistas compartilharam suas mensagens de apoio à iniciativa e tudo será costurado entre as músicas. A line-up completa:

  • 15/07

Carlinhos Brown
Melim
Mariana Rios
Kell Smith
João Guilherme
Vitor Kley
Larissa Manoela

  • Dia 16/7

Luiza Possi
GragQueen
Negra Li
Paulo Miklos
Fiuk
Afonso Nigro

O evento acontece nos dias 15 e 16 de julho, às 20h, e será transmitido simultaneamente pelos canais da ONU Brasil no TikTok e no YouTube.

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Rafael Urpia
Jornalista baiano em formação, descubro o mundo e navego do geek ao místico (passando por um bom kpop) por puro prazer!
Artigos: 27
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