Crítica | Arifureta: From Commonplace to World’s Strongest4 minutos

Arifureta: From Commonplate to World's Strongest é um isekai no qual Hajime busca por vingança após ser traído por um de seus companheiros de aventura. Com momentos divertidos e um pouco pervertidos, é um bom anime, mas os monstros em CGi decepcionam um pouco.

Em Arifureta, Hajime Naguma é um adolescente normal em um mundo de fantasia e magia, acostumado a ser invisível dentro da sua turma. Até que um dia, enquanto estavam explorando o labirinto para uma aula de treino, um de seus colegas teve a brilhante ideia de tocar em um cristal e teletransportar todos para um andar muito abaixo do que estavam, deixando-os encurralados entre um Behemoth e uma horda de esqueletos.

Heróis de Arifureta lutando contra o Behemoth
A curiosidade de um dos heróis os levou a esta armadilha mortal contra o Behemoth.

Durante a batalha, um de seus amigos atira uma bola de fogo em Hajime, fazendo-o cair na escuridão profunda do labirinto. Agora, sozinho e sem esperanças de sair vivo, ele dá de cara com um monstro que arranca seu braço e o faz se esconder dentro de um buraco com medo.

Entretanto, em um momento de desespero, ele reúne forças e consegue matar o monstro, alimentando-se de sua carne. Isso faz o garoto descobrir que qualquer monstro do qual se alimente ajuda-o a ficar mais forte e lhe concede habilidades únicas. Agora, seu único desejo é se vingar de todo mundo que o deixou para morrer no labirinto.

Solidão, Sangue e Vingança

Arifureta é um isekai e tem uma construção de personagem interessante. Às vezes, pode parecer um pouco forçado e lembra a rivalidade das personagens femininas de Shield Hero, pois as três personagens ligadas a Hajime são estereotipadas: uma, por exemplo, é a mulher “tarada” que não consegue se conter e sempre acaba flertando descaradamente e outra é a “garota apaixonada” que morre de ciúmes enquanto ele faz de tudo para proteger todas elas.

Muitas cenas protagonizadas por elas são divertidas, retirando um pouco da solidão e traição que Hajime sofreu, fora a evolução clara de personalidade do protagonista. Ele inicia como uma pessoa bondosa, sorridente e de coração puro, porém, o acontecimento o corrompe por dentro e o transforma em um assassino sem piedade.

Arifureta personagens principais juntos
Da esquerda pra direita, Yue, Hajime, sobre sua cabeça Myu, Tio e Shea.

A história se desenvolve bem, mesmo com apenas 13 episódios. Entretanto, algumas vezes ela parece um pouco corrida e deixa algumas lacunas. Também faz falta um pouco mais de ambientação dentro do anime, mas isso não atrapalha o desenvolvimento da história.

A qualidade da animação em sua maioria é muito boa, porém, vários monstros foram criados em um CGI que, infelizmente, ficou muito mal feito. Muitas vezes bate uma tristeza, pois todo o anime tem um ótimo traço, mas na hora da batalha que a gente está esperando, aparece um monstro feito em CGI aparentemente de qualquer jeito, infelizmente.

Vale a pena assistir?

Ao terminar a temporada, eu me perguntei a mesma coisa: “valeu a pena assistir Arifureta?” A resposta é simples: SIM!

O anime, mesmo com seus defeitos, é bom, diverte em vários momentos e a interação entre os personagens vai crescendo com o tempo. Toda evolução de cada personagem foi merecida, e isso é facilmente visto. Nada para nenhum deles veio fácil, pois Hajime beirou a morte e por muito pouco não virou refeição de um monstro qualquer.

Mas as dificuldades e frustações que os personagens sofrem são recompensadas. Arifureta não é um anime extraordinário, mas cumpre seu papel e diverte bastante. Arifureta Shokugyou de Sekai Saikyou é uma adaptação do isekai baseado no mangá escrito por Ryou Shirakome and TakayaKi e já tem segunda temporada confirmada para janeiro de 2022.

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Assista ao trailer abaixo:


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Pedro Hilário
Nerd, gamer, amante de HQs, filmes de terror, colecionador de CDs de bandas que ninguém conhece, barman e Streamer. Prazer, eu sou Hilário.
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