Resenha | O rock ‘n’ roll de Daisy Jones and The Six4 minutos

Daisy Jones and The Six: uma história de amor e música‘ é escrito pela romancista norte-americana Taylor Jenkins Reid, autora do maravilhoso Os Sete Maridos de Evelyn Hugo, e publicado no Brasil pela Editora Paralela da Companhia das Letras. A obra de 2019 ganhará adaptação em formato de série pelo Prime Video.

Capa de Daisy Jones and The Six.  Otageek
Capa de Daisy Jones and The Six: uma história de amor e música.

O livro se passa na década de 70 e conta a história da cantora e compositora Daisy Jones e da banda The Six. Na trama, descobrimos como a banda virou um fenômeno, todas as tretas por trás dos bastidores, processo de composição e criação do álbum e, claro, muitas drogas, sexo, groupies e rock ‘n’ roll, afinal, é dos anos setenta que estamos falando!

O formato é um pouco diferente, mas muito interessante. Daisy Jones and The Six é todo montado como uma grande entrevista. Assim, conseguimos ter um bom panorama das confusões e os pontos de vista de Daisy e dos demais membros da banda: Billy, Graham, Warren, Pete, Eddie e Karen. Isso sem falar dos outros personagens que aparecem eventualmente para dar suas declarações e contar suas versões dos acontecimentos.

A autora consegue descrever bem as situações que os músicos enfrentam. Com uma atmosfera atraente e cheia de detalhes, é impossível não se envolver com a narrativa. A cada informação recebida, vamos montando um cenário em nossa mente. E ficamos cada vez mais curiosos sobre o elenco escolhido para a adaptação.

A romancista Taylor Jenkins Reid, autora de Daisy Jones and The Six. Otageek
A romancista Taylor Jenkins Reid.

Mesmo com a narração detalhada e a clareza sobre os personagens, uma coisa que faz falta é não poder ouvir o som da banda. As músicas parecem ser excelentes e atiçam o interesse do leitor.

Outro ponto atraente é a interação entre os membros da banda, como eles lidam com as personalidades e peculiaridades de cada um. Pela descrição, conseguimos sentir bem a vibe dos acontecimentos e conhecer um pouco a personalidade dos sete. Um exemplo disso é a forma como Jenkins Reid descreve a combinação Daisy e Billy: a dupla é explosiva e ao mesmo tempo eletrizante.

O ritmo é bem dinâmico e divertido, mas mesmo sendo sobre o cenário do rock and roll e tudo o que isso acompanha, Daisy Jones and The Six não deixa de abordar temas mais sérios e pesados, como dependência química, sobriedade, aborto, casamento e até mesmo poliamor.

A atriz Riley Keough, escalada para dar vida a personagem Daisy Jones na adaptação audiovisual de Daisy Jones and The Six. Otageek
A atriz Riley Keough, escalada para dar vida à personagem Daisy Jones.
Reprodução: Kevin Mazur/Getty Images.

A luta e as dificuldades em manter a sobriedade estão presentes em boa parte da obra. É um relato bem honesto da situação. Nos sentimos bastante íntimos dos personagens e conseguimos entender suas angústias, e mesmo que não concordemos, é possível aceitar cada decisão e sentir empatia por eles.

Daisy Jones & The Six também mostra o crescimento e amadurecimento dos personagens. No livro, há uma grande passagem de tempo, então é possível que os sete façam um comparativo de seus “eus” do passado com os do presente.

Não posso esquecer de dizer que o final é agridoce, mas ao mesmo tempo muito satisfatório. Daisy Jones & The Six é uma leitura brilhante e um deleite para os amantes de música.

Então, se você quer se perder nos bastidores do mundo do rock ou é apaixonado pela década de 70 assim como eu, o livro é a desculpa perfeita para se desligar um pouco da realidade e acompanhar as aventuras da banda.

Ah! E no final, a autora deixa um presente para nós leitores e nos deixa com um gostinho de quero mais!

Ficha Técnica

Título original: Daisy jones and the six
TraduçãoAlexandre Boide
Páginas: 244
Formato: 16.00 X 23.00 cm
Peso: 0.354 kg
Acabamento: Livro brochura
Lançamento: 10/06/2019
Selo: Paralela

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Sabrina Ventresqui
Olá galera! Me chamo Sabrina e sou estudante de Jornalismo. Apaixonada por filmes, séries, fotografia, música e poesia. Sou a famosa jovem mística, viciada em tarot, ervas medicinais e cristais. (e sim, já tive um gato preto chamado Salem)!
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